Pontos de interrogação reais

Como disse na apresentação, este blog surgiu de um desafio lançado por dois professores de uma cadeira da Escola onde estudo, a Escola Superior de Comunicação. O meu curso? Pois bem, o meu curso é de Relações Públicas e Comunicação Empresarial e o meu desafio passa exatamente por esta parte importante da minha vida.

Como os desafios são semanais, o desta semana fica aqui registado: escrever algo sobre

“As Relações Públicas são uma forma de interpretar o Mundo”

Victor Hugo, escritor e autor da grande obra clássica “Os Miseráveis”, uma vez disse: “A música está em tudo e do mundo saí um hino“.
Como expliquei no post anterior, quero relacionar o meu blog, sobretudo, ao mundo da música e a todo o fascínio obscuro, ou não, que se prende por detrás deste. Assim, e como teria de relacionar com o meu curso decidi que deveria pegar em alguém que reunisse o melhor dos dois mundos: as relações públicas na música.

Convidei o Gonçalo João Lopes, antigo aluno da minha escola e agora um RP formado, a dar o seu testemunho acerca do que é ser Promotor numa empresa de eventos musicais como a “Música no Coração” e como o estar “atrás das cortinas” mudou a sua visão acerca deste tema.

“Acabei o meu curso na nossa escola em 2011, no curso de RP. Dentro da ESCS fiz variadíssima coisa, e o curso também! Acho que a parte importante da nossa formação é o portfólio que construímos e a experiência que este nos trás para a nossa vida pessoal. Depois de sair da ESCS,  estagiei na Weber Shandwick, que me permitiu aprender como funcionam as relações com jornalistas e também aperfeiçoar algumas técnicas práticas aprendidas no curso, como a construção de press releases. Depois de sair dessa agência, passei por algumas empresas, entre elas  YoungNetwork, junior empresa, até acabar onde estou hoje, na Música no Coração, organizadora de festivais como o EDP Cool Jazz ou o Meo Sudoeste.  Nesta empresa estabeleço o contacto com os músicos e estou responsável, lá está, sou o responsável por todas as relações públicas da nossa organização. Tudo o que faço, digo, ou escrevo, vai influenciar as ligações que tenho, enquanto empresa, tanto com o público como com os artistas com os quais já estabeleci contacto. 
Antigamente, quando era mais jovem, tinha as minhas bandas, pelas quais era fã e que tinha todos os cds, posters e até alguns bilhetes que guardo com algum carinho. Tinha uma visão um pouco utópica do que era este mundo, acreditava que não havia gente má ou boa e que os artistas que admiravam eram perfeitos, quase como Deus na terra. Agora, depois de ter contacto com o outro lado, percebo que não é bem assim. Há artistas extravagantes, que não ligam a meios para obter fins, que exigem até não poderem mais, e que acreditam que estamos todos lá para o servir. O grande problema da minha profissão é, sem dúvida, o ter que “aturar” pessoas sem o mínimo de bom senso, em prol daquilo que é melhor para a minha empresa, mas sobretudo para o meu público. Temos de nos lembrar que o objetivo final são sempre vocês, os que ainda acreditam que este mundo é todo fantástico e cor de rosa. É para isso que trabalhamos, para vos proporcionar momentos e memórias inesquecíveis nos nossos eventos. 
Resumindo, a Música no Coração ajudou-me a assentar ideias mas, sobretudo, a perceber que as pessoas que estão em cima dos palcos e que tanto idolatramos, não passam de pessoas normais, com hábitos normais e com algum toque de loucura. Ajudou-me a perceber que o mundo da fama nem sempre é bom e que, se não soubermos lidar com ela, pode correr muito mal. Mas não é por isso que deixo de acreditar na magia da musica ao vivo, ainda adoro um bom concerto! As minhas prioridades durante esses concertos é que mudaram.”

A acompanhar este testemunho, como não podia deixar de ser, partilho também uma música, das minha favoritas:

 

“Mad World”, de Gary Jules. Lançada originalmente pela banda Tears For Fears, no ano de 1982. Tem como base de inspiração algumas teorias acerca da morte e experiências de quase morte, que mudam a visão total de uma pessoa acerca do mundo que a rodeia. Em 2001 foi lançada a versão acima, por Gary Jules e Michael Andrews, que obteve mais sucesso que a original.

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