Se o Gordon Ramsay praticasse o Carpe Diem

Mais uma vez, um post sobre um desafio. Tenho que admitir que, desta vez, o desafio lançado foi algo complicado… Sobretudo por não encontrar uma música que estivesse à altura desta tarefa. Entretanto, durante uma hora de shuffle no meu ipod, recordei os meus tempos de pré-adolescente, onde achava que tinha maturidade suficiente para viver sozinha, onde o meu melhor amigo era o livro de matemática A e onde achava que a minha vida era tão miserável que poderia fazer um “Diário de Bridget Jones: parte 3” (sim, era bastante parecida com Renée Zellweger. Só não era loira… Nem britânica… Nem estava indecisa entre o Hugh Grant e o Colin Firth…).
Bem, isto tudo para dizer que decidi recordar uma das bandas que marcou o meu processo onde o acne e as alterações de humor reinavam.

Do albúm Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys, lançado em 2010 e é um marco na história da banda, visto que foi a primeira vez que esta conseguiu ter uma musica numa das principais estações de rádio americana. Em Portugal esteve no top 100, durante três semanas, no lugar 28. O porquê de ter escolhido? Bem, sem dúvida pela letra. Fala-nos de como devemos aguardar por tudo o que o amanhã nos traz, de como não devemos desistir se alguém nos tentar cortar a liberdade de falar e como devemos usar essa mesma voz para falar por todos aqueles que não conseguem.  Para além de uma mensagem de esperança, dá-nos uma mensagem de união. Não é para isso que a música serve? 

 

 

O desafio desta semana? Pois bem…

“Livro de Receitas: página em branco”

Como já disse foi um tema bastante difícil, especialmente em relaciona-lo com o meu tema, ou seja, uma música por dia..

Acredito que, na vida profissional, assim como no dia a dia, não há receita para nada. Quando nascemos, não trazemos manual de instruções, o que dificulta muito a vida aos nossos pais! Quando crescemos, ninguém nos dá nenhum manual para relações pessoais (o mais parecido que deve haver é Relações Pessoais para Totós), assim como, muitas vezes, dava imenso jeito um manual de instruções, de fácil consulta, para nós próprios. Claro que o mundo tem as “suas próprias regras”, com base na ética e naquilo que é o melhor para todos, ou, pelo menos, é isso que nos ensinam ao longo da nossa vida: que devemos agir sempre em prol do bem, da verdade e do que consideramos mais correto.
Nada no mundo é certo.  Aliás, reformulando, temos duas certezas na vida: que nascemos e morremos. O espaço do meio? Ninguém sabe quanto durá e se valerá a pena. Infelizmente, alguns os momentos que passei, tornaram-me uma pessoa bastante pragmática, por isso, sou muito direta no que toca a observações ou comentários. Não é que isso seja uma coisa boa, mas tenho um visão muito especifica do mundo. Assim como numa receita de culinária, a única coisa que vem indicada são os ingredientes e os passos, descritos um a um. Se o jeito não estiver lá,  paixão e  alma pela cozinha, provavelmente não vamos passar de uma mistela queimada no forno, que supostamente, seria o peru de natal. Apesar de ser uma analogia parva, o mesmo se passa com a realidade: o mundo dá-nos opções e como as devemos seguir. No máximo, somos orientados, pois, felizmente, a escolha é sempre nossa: esquerda, direita, cima ou baixo, está nas nossas mãos decidir o que fazemos. Enquanto somos pequenos, claro que não possuímos capacidades para escolhermos, só usamos o instinto! Mas não é nisso que se baseia o crescimento? Em aprendermos a distinguir o certo e o errado, caindo e levantando as vezes necessárias?
Assim como podemos afirmar que a vida é um ciclo, também tudo à nossa volta o é. Criamos a informação, os objetos, as tecnologias. Investigamos um pouco sobre as mesmas. Descobrimos algo melhor. Estas passam de topo de gama a desatualizadas. Provavelmente, mesmo antes de acabar de escrever este post, a maioria da informação avançada hoje, já se encontra desatualizada.
Uma vez, Fernando Pessoa, poeta português, disse: “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. No final do dia não são as regras impostas ou ditadas, quer pela sociedade ou pelo código civil, mas sim aquilo que aprendemos e fomos construindo ao longo do nosso percurso. É isso que nos faz únicos e que nos permite fazer sempre algo de diferente, pessoal. Devemos dar valor às pequenas construções pessoais, ao carpe diem ou ao solo se vive una vez. Afinal de contas, nunca sabemos quem acorda, ou não, amanhã.

 

 

 

 

 

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