E se o Era Uma Vez estivesse nas pontas dos nossos dedos?

   Histórias. Toda a gente já ouviu uma, certo? Vamos ser francos: toda a gente gosta de uma boa história. Real, fictícia, de terror ou animada, as histórias sempre nos ajudaram a retirar o melhor da realidade para o mundo do imaginário, ensinando-nos os valores corretos, incutidos pela nossa sociedade.

Com o passar do tempo, assistimos a uma história diferente. E se, de repente, nós tivéssemos o poder de controlar e manipular novas histórias? O conceito:

Story

Assistimos a um mundo de revolução onde as pessoas procuram, cada vez mais, por algo que as agarre, que as prenda, que as tire da rotina. Por aquele momento que faz escapar cinco segundos da realidade. Hoje em dia, a nossa rotina é controlada pelo relógio, o tempo: as horas a que chegamos a casa, as horas de entrar no emprego, as horas a que chegam os transportes, as horas de ponta, as horas de ponta em que o trânsito se torna caótico, enfim… O objetivo do storytelling é isso mesmo: fazer com que as pessoas se conectem, através da infinita tecnologia disponível no nosso mundo atual, num determinado momento chave, para criar algo.

Desde sempre que se contam histórias e, também, desde sempre que estas contribuíram para que a palavra se espalhasse rapidamente por um determinado número de pessoas. São uma maneira de manter as pessoas ligadas, por um ponto comum de interesse.  No documentário de 2015,Project #LIVE – Twitter – Digital Advertising & Marketing & Social Media Documentary”, há uma comparação perfeita com a revolução que o Storytelling trouxe para o mundo das Relações Públicas. Tal como uma orquestra sinfónica , que funciona com uma estrutura geral, dividida por pequenos grupos que, ao trabalharem sincronizados, acabam por, juntos, criar algo maior e extraordinário, o storytelling assemelhasse ao Jazz . Porquê? Porque, apesar de  a estrutura continuar lá, o improviso, a partilha, o sentimento trazido por cada interprete é o que o torna especial. A maneira como cada pessoa interpreta e constrói histórias depende da maneira como esta quer juntar o resto da população a falar sobre algo, construindo a história em conjunto.

O conceito de história discutido no Storytelling é algo sem fim, um processo que se prolonga no tempo, algo que se constrói aos poucos. Não é uma história normal. Constrói-se com base no atual, onde a audiência constrói o enredo conforme as reações conjuntas. Acaba quando a última pessoa que souber dela deixar de a contar. Normalmente, isto acontece quando o tema retratado ou o assunto da história deixa de ser relevante.

O storytelling baseia-se na interação constante entre a organização e o seu público. Estão ambos no mesmo patamar onde o truque é saber escutar as necessidades um do outro. O principal objetivo é “entrar” dentro da cabeça dos consumidores, dar-lhes ferramentas para que eles possam falar, comentar. O truque? Estar preparado. Aproveitar o momento. Estar mais além. Criar um molde para cada organização, quase como um historial de ação, com conteúdo personalizado, para “agarrar” os consumidores através do hábito (associar cores, tipos de slogans, montagem fotográfica…)

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Coca-Cola Share The Happiness

   É importante a criação de uma memória visual e virtual, que faça com que os consumidores consigam fazer ligações entre o atual e algo que já passou. Trata-se de uma parte importante da construção da identidade de cada marca, empresa ou organização. É por isso que, quando falamos dos Big Five (Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube) não podemos deixar de acrescentar o elemento principal: o eu. Eu controlo a importância que cada um destes canais tem. Sou eu que escrevo, que participo, que partilho, que falo. Uma troca de ideias de pessoas para pessoas. A palavra chave é criatividade, o saber procurar, saber o que está a ser falado no momento, os #trends do dia, é o estar presente que, por vezes, marca toda a diferença. Cada organização deve, não só estar atendo ao que as pessoas dizem e comentam, mas sobretudo aquilo que elas dizem e comentam sobre assuntos do quotidiano: as guerras, a politica, os escândalos, o que devem e o que preferem acompanhar, qual o seu posicionamento face ao que acontece no mundo.

Para as RP e para a sua monitorização de públicos o storytelling funciona como um circulo vicioso, que se resume em três passos:Relax.png

   O papel principal das tecnologias, neste processo, é facilitar toda a interação, tornando a difusão da informação quase que instantânea, assim como as respostas a esta. No que toca à informação noticiosa, o principio é o mesmo desde que o jornal foi inventado. Apesar de mudar a maneira como esta informação é divulgada (agora passa a ser imediata), o principal objetivo ainda o de é informar. Isso faz-nos querer acreditar que, por muito que o storytelling se desenvolva e readapte às necessidades, a sua principal missão ainda vai ser aquela para qual foi escrito o livro de Contos do Hans Christian Andresen que temos na prateleira: contar histórias, fazer as pessoas envolverem-se com as personagens, levá-las a acreditar que fazem parte de algo maior.

   As redes sociais permitiram-nos criar redes de opiniões, partilhas de experiências, dar opinião sobre os assuntos. Isto faz com que as empresas, através de tracking e outras ferramentas, percebam a quantidade de feedback importante  que um simples tweet sobre a nova campanha da OREO pode ter. A importância de ter uma audiência participativa, uma live audience, que fornece reações verdadeiras, em tempo real, é algo imensurável, porque faz com que a comunicação de uma empresa não seja um simples monólogo de três post por dia.  O aqui e agora passaram a fazer parte do mundo de alguém que se quer afirmar no mundo da criação de histórias.

Acho que podemos resumir Storytelling nisso mesmo, AQUI e AGORA.  Oportunidades. Chances. Momentos. Reafirmação. Estar mais além.

   Como exemplo de storytelling, deixo um que, para mim, foi algo nunca antes visto. Assim, como o tema do blog é exatamente MÚSICA, não pude deixar esta grande parte para trás. O instagram abaixo (carregar na imagem para abrir na página do instagram) apresentado é do dj AVICII que, para o lançamento do seu novo album, criou uma página, com nove fotos, onde, à medida que vamos navegando de foto em foto, vamos parar a outra página de instagram. Quase como um jogo, onde cada foto dá acesso a um nível diferente. No fim, depois de todos os níveis completos, chegamos aquela que seria uma faixa do albúm do músico. Uma forma muito bem conseguida de partilha de conteúdos, apelando à interação do público. Capturar

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