Top Secret: Radio GaGa

   Todos nós gostamos de ser bem sucedidos. Provavelmente, a maioria de nós nem sequer sabe lidar bem com o insucesso. Todos nós, trabalhamos, todos os dias para mostrar ao mundo a melhor versão de nós mesmo (senão o fazemos, devíamos….). Passamos a maioria do tempo a tentar evoluir: fazer, errar, melhorar e tentar de novo.

   Desde sempre que o Homem competiu contra outros da mesma espécie e contra a si mesmo, para conseguir o que de melhor o Mundo tinha para oferecer. Darwin chamava-lhe seleção natural – de cada espécie sobrevivia o individuo com melhor adaptação aos desafios que a Natureza ia lançando. Assim, cada espécime deveria viver tempo suficiente para se reproduzir e dar continuidade à sua raça. Evoluir para melhor, sempre.

   Mais uma vez, temos de transpor isto para o século XXI onde habitamos. Somos tecnologia, inovação e consumismo. Renovação constante a cada 24h. Pessoas, empresas, organizações mudam constantemente – adaptam-se. Acho que a adaptação é a chave para o sucesso. Com base no que Darwin afirmava, só conseguimos respirar para sobreviver, se nos mantivermos à superfície. Vivemos num mundo bastante competitivo onde só quem tem a capacidade de dar o passo em frente, consegue sobreviver. Mantendo o exemplo anterior: se estivermos a competir com 5 pessoas para nos mantermos a flutuar, só vai sobreviver quem for inteligente o suficiente para primeiro, perceber quais os pontos fracos dos seus opositores, das pessoas com quem concorre e usa-los a seu favor, e, segundo, conseguir chegar à boia em primeiro lugar. O truque é saber quem está do outro lado, a competir pelo mesmo prémio e isso só acontece quando sabemos o suficiente sobre o caminho até esse mesmo prémio. Hoje em dia, qualquer pessoa que quiser competir, tem de saber onde se movimentar. Tem de investigar, perceber como as coisas funcionam, evoluem, se transformam.

   Como é sempre mais fácil perceber as coisas através de exemplos, decidi pegar numa personagem bastante conhecida no mundo da música:

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   Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecido no mundo da música como Lady Gaga, nasceu em Manhattan (Nova Iorque) a 28 de março de 1986. Para além de cantora, atriz, compositora, produtora musical, modelo ativista é também dançarina profissional e estilista. Conhecida pelo seu estilo irreverente e extravagante, ganhou fama a partir do ano de 2008, quando lançou o seu primeiro álbum, The Fame. Com mais de 3 singles no mesmo disco, Lady Gaga tornou-se num ícone pop, como não acontecia desde David Bowie. Sete nomeações para Grammy e uma legião de fans que se intitula de “Little Monsters”, Gaga era um fenómeno de irreverência no auge da sua carreira. Tornou-se, rapidamente, numa das pessoas mais influentes no mundo, sendo capa de revista praticamente todos os dias devido aos seus excessos e atrocidades cometidas, como o vestido feito de carne (isso mesmo, bife do lombo….), que usou nos MTV Video Music Awards de 2010, ou até o seu alter-ego, Jo Calderon, que, na altura, levanto polémica acerca do género da cantora.

 

 

No ano de 2011, lança um novo álbum, Born This Way que, mais uma vez, lançou Gaga de novo para o top das tabelas de vendas, com singles como “Judas” ou “Edge of Glory”.

   Ora, mais ou menos na mesma altura deste álbum, a música pop começa a ganhar um novo rumo. Desde sempre que boysband foram adoradas pelo público feminino mais jovem. Bandas como Duran Duran, The Beatles ou até os Backstreat Boys fizeram furor. A receita chave era pegar em 4 ou 5 rapazes engraçados, com boas vozes, dispostos a abdicar das suas vidas de adolescentes para se dedicaram a uma carreira promissora no mundo da música. Hoje em dia, com a facilidade dos meios de comunicação e tecnologias, as proporções de fama desse tipo de bandas são praticamente incalculáveis.

   Por volta do ano de 2010/2011, com uma pequena ajuda de alguns programas de televisão de jovens talentos britânicos e prodigi0s de youtube, bandas como One Direction ou Justin Bieber causaram um enorme impacto na indústria musical. O mundo da música pop ficou virado para hits fáceis, com uma letra que fizesse qualquer adolescente pensar “Eu já me senti assim”, onde melodias de três acordes e alguns efeitos de computador serviam perfeitamente para criar uma canção que valesse milhões. Os tops das tabelas começaram a ficar ocupados por boysbands, cantores com uma cara engraçada mas uma voz pouco brilhante e ex – estrelas do canal Disney, que tentavam, a todo o custo, voltar para o mundo da fama.

   Este tipo de fama e de carreira não se encaixava, definitivamente, no mundo de Gaga e, como resultado, a cantora perdeu um pouco as luzes da ribalta no mundo da música, chegando mesmo a anunciar, no twitter, que após a turnê do seu último álbum, Art Pop,em 2013, se iria afastar do mundo da música.

Informação totalmente falsa!

   O que aconteceu? Pois, bem, Lady Gaga decidiu reinventar-se. Toda a gente sabe o quão competitivo pode ser o mercado da indústria musical: um dia estamos no número 1 da Billboard Top 100 e no dia seguinte o nosso single passa na m80. Para evitar o esquecimento, Gaga decidiu procurar por algo diferente: explorar novos estilos de músicas, tentar perceber quem está nessa área, que tipo de trabalhos concretiza e o seu nível de sucesso. O resulta? Pois bem, uma carreira de Jazz invejável que dá destaque, não à sua extravagância, mas ao seu talento.

   Com uma pequena ajuda do cantor Tony Bennett, Gaga acaba por lançar um albúm intitulado Cheek to Cheek, lançado a 18 de setembro de 2014. A partir deste momento, a cantora reinventou completamente o seu estilo, tanto a nível musical com a nível de aparência, apresentando-se agora de uma forma mais “normal” e limpa, demonstrando a sua evolução.

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Uma das últimas atuações memoráveis da cantora foi nos Óscares de 2015, onde a atriz Julie Andrews, famosa por filmes musicais como “Música no Coração” ou “Mary Poppins”, foi homenageada com um medley cantado por Gaga.

 

 

  No índio do passado ano de 2015, a cantora integrou o elenco principal da quinta temporada da série American Horror Story, intitulada Hotel. Por essa interpretação a cantora acabou por ganhar o Globo de Ouro para Melhor Atriz de Mini Série/ Filme para televisão.

   A última grande aparição da cantor foi no evento Supera Bowl, realizado todos os anos nos Estados Unidos, onde a cantora foi convidada para interpretar o Hino Nacional Americano, juntamente com atuações de artistas Beyoncé, Coldplay e Bruno Mars.

 

   Resumindo, hoje em dia, para nos destacamos naquilo que acreditamos ser bons, melhor do que ter talento, é saber aproveita-lo. Para isso, é fundamental, não só trabalho mas uma boa base, consolidada, onde podemos executa-lo sem falhas. Assim, precisamos de conhecer o ambiente que nos rodeia e o que podemos retirar dele para nosso beneficio: o público, o que é que ele gosta, o que é que o faz gostar de nós, o porquê de nos destacamos e quem está ao nosso lado a concorrer para a mesma meta. Só com uma boa base de dados, adquirida através da investigação, podemos tornar-nos melhores, todos os dias, evitando erros que possa uma transformar uma música que seria um grande hit para algo que acaba a dar numa feira, numa diversão de carrinhos de choque.

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